quarta-feira, 2 de junho de 2021

O último dos seres humanos...

 Hoje senti-me assim, o ser mais infeliz dos seres infelizes, hoje chorei muito, hoje reclamei que a minha vida é um inferno, hoje senti que a minha vida não faz sentido e que até as coisas boas que eu achava que me tinham acontecido viraram coisas más porque hoje depois da alegria do nascimento da minha filha há 20 anos atrás ela virou-me as costas, porque hoje não posso desaparecer porque tenho a responsabilidade de ter trazido ao mundo os meus 2 rapazes, de os ter feito nascer, de não lhes criar mais infelicidade, sofrimento quando tudo o que me apetecia era mesmo desaparecer de vez...

Não consigo pensar em mais ninguém a quem fizesse falta, não consigo ter pena por mais ninguém que chorasse a minha morte se não no sofrimento dos meus 2 rapazes... 

E, este, é também um peso de ser Mãe...

(E, isto, acontece num daqueles que devia ser um dos dias mais felizes da minha vida porque o meu A. faz 17 anos)...

Hoje sinto inveja dos casais que não tiveram filhos, logo eu, que sempre quis ser Mãe...

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